Sintomas e causas da menopausa. É preciso fazer reposição hormonal?

A menopausa também é conhecida pela baixa na produção dos hormônios, o que acarreta em uma série de sintomas para a saúde da mulher


A menopausa é uma condição natural do corpo humano que atinge as mulheres depois dos 40 anos de idade. Geralmente essa é a idade média que marca o fim do período de ovulação e, consequentemente, a menstruação.

Isso acaba acarretando em uma série de adaptações ao corpo da mulher. A menopausa também é conhecida pela baixa na produção dos hormônios, o que desencadeia uma série de sintomas.

Essa fase também deixa a mulher mais vulnerável a doenças ginecológicas como pólipos, câncer ginecológico, cistos, apenas para mencionar alguns. Ir regularmente ao ginecologista é uma das melhores formas de passar pelo período sem muitos danos. A medida que alguns sintomas forem aparecendo, o médico pode solicitar exames complementares.

Sintomas da menopausa

Sintomas e causas da menopausa

Foto: depositphotos

Um dos principais sintomas que classificam a menopausa é a ausência da menstruação. Além do mais, a mulher ainda pode apresentar ressecamento vaginal, ondas de calor, suor noturno, insônia, diminuição do desejo sexual, perda da massa óssea, diminuição da atenção e memória e alterações de humor. O aumento do risco cardiovascular, alterações na distribuição da gordura corporal, depressão e câncer também caracterizam a menopausa.

Como enfrentar a menopausa

O acompanhamento do ginecologista é fundamental nesta fase para identificar as mudanças presentes no corpo feminino e então, contê-las da melhor forma possível para evitar desconforto da mulher na entrada do climatério, compreendido como sendo o período de transição para a menopausa.

O médico Rogério Bonassi Machado, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), explica que a menopausa não intensifica o surgimento das doenças apresentadas anteriormente. “As doenças ginecológicas não surgem sem precedente, geralmente são ocasionadas por fatores genéticos, hereditários, ou que já viriam a ocorrer. O papel do ginecologista é rastrear estas doenças precocemente”, esclarece.

Há, ainda, o mito de que as pílulas anticoncepcionais potencializam o risco de surgimento de pólipos, cistos e até o câncer. Contudo, o médico explica que estes remédios regulam e até podem funcionar como preventivo para estas patologias, mas devem ser receitados única e exclusivamente pelo médico. “Muitas vezes, as mulheres deixam de ir ao ginecologista durante a menopausa por medo da reposição hormonal, mas nem sempre ela é necessária”, explica.

Ainda segundo o especialista, é importante enfrentar este período comum à saúde reprodutiva feminina com a melhor orientação possível, sem tirar conclusões precipitadas e atribuir todos os males ao climatério. “Ter em mente que o melhor remédio para doenças ginecológicas é a prevenção, baseada no acompanhamento e cuidados médicos. É importante manter sempre os exames em dia e tratar com seu médico os desconfortos desta fase”, conclui.

Reposição hormonal

Uma das formas mais eficazes de tratar a menopausa é a terapia de reposição hormonal. Esse método traz de volta ao organismo os hormônios estrogênio e progesterona, amenizando alguns dos sintomas apresentados como consequência da menopausa. O tratamento para a menopausa varia de acordo com o perfil de cada paciente, por isso que é imprescindível que o médico seja consultado.

Em alguns casos, a reposição hormonal é contraindicada. Geralmente as mulheres com histórico ou tendência de câncer de mama e trombose não podem se submeter a esses tratamentos. Isso porque, o estrogênio reposto pela terapia hormonal pode aumentar o risco dessas doenças se desenvolverem.


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