Qual a diferença entre leite pasteurizado e leite longa vida. Veja verdades e mitos

A principal diferença entre os dois tipos de leite vem do tempo que eles podem ser consumidos. Isso está ligado ao processo de preparação


Ao se deparar com a gôndola de leite no supermercado, certamente você conhece alguém que já despertou algum tipo de questionamento sobre a diferença entre o leite pasteurizado e o longa vida, certo? Além do mais, qual deles é a melhor opção para a saúde das pessoas? Para responder esses e muitos outros questionamentos, preste atenção nesse artigo.

Antes de começar é importante que você aprenda sobre a principal diferença entre os dois produtos. O leite pasteurizado é aquele que geralmente é encontrado em saquinhos ou garrafas plásticas nos supermercados. O procedimento de preparo do leite consiste na combinação de diferentes tempos e temperaturas no intuito de destruir os microrganismos que podem causar infecções.

Já o leite de caixinha ou loja vida, passa por um processo de conservação com temperaturas superiores às da pasteurização. Essas temperaturas giram em torno de 130°C a 150°C por três a cinco segundos, por determinado período de tempo. Isso é o que garante que a validade desse produto seja de quatro meses em embalagem fechada e até três dias após aberta.

Qual a diferença entre leite pasteurizado e leite longa vida. Veja verdades e mitos

Foto: depositphotos

Verdades e mitos

Pensando em esclarecer as dúvidas recorrentes dos consumidores quanto ao consumo do leite pasteurizado e o longa vida, a nutricionista e consultora da Viva Lácteos, Ana Paula Del ´Arco esclarece os pontos:

As embalagens influenciam na durabilidade do leite.

Verdade. A embalagem é uma importante aliada na conservação do leite. O tipo utilizado no leite longa vida é a embalagem cartonada, e graças às diversas camadas, protege o alimento do contato com a luz e com o oxigênio, preservando a qualidade do leite. Por isso que no leite pasteurizado, que é encontrado em saquinhos e garrafas plásticas, a durabilidade é de três dias, enquanto que no longa vida, quatro meses.

É melhor tomar o leite cru do que os outros tipos de leites para não perder as vitaminas.

Mito. As alterações sofridas pelo leite nos processos que envolvem altas temperaturas são mínimas e não justificam o consumo de leite cru, pois as vantagens de melhorar a qualidade do leite e evitar doenças superam essas pequenas perdas. Importante destacar que com uma dieta equilibrada, não acarreta prejuízos nutricionais.

Tanto o leite longa vida quanto o pasteurizado sofrem grandes perdas de vitamina B12.

Mito. Segundo pesquisas realizada, avaliou-se as possíveis perdas de vitamina B12 no leite pasteurizado e no leite UHT (armazenado por três meses) e não foram encontradas perdas significativas desta vitamina. Portanto, o leite vendido permanece com sua importância expressiva na saúde.

O leite que nossos avós consumiam era mais saudável do que o leite que bebemos atualmente.

Mito. O leite que os avós bebiam tinham uma quantidade maior de microrganismos, que podiam causar doenças, e também passava pelo processo de fervura doméstico, podendo sofrer algumas perdas. Ainda assim, mesmo fervido, muitos dos quadros de diarreia e vômito, mais comuns naquela época, tinham sua origem pelo consumo do leite in natura. Ele apresentava grande quantidade de microrganismos causadores de infecções alimentares.

O leite longa vida é considerado comercialmente estéril.

Verdade. Isso significa que existe redução de 99,99% da carga microbiana, garantindo uma excelente qualidade do leite, o que auxilia na conservação prolongada.


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