Mãe ou pai com HIV passa o vírus para o feto? Veja o que a medicina pode fazer

Apesar da AIDS ser uma doença tão espantosa, pessoas soropositivas podem ter uma vida plena com filhos livres do vírus HIV


A Aids é uma doença que assusta na mesma proporção que cresce. Só no Brasil em 2015, 81 mil pessoas iniciaram o tratamento com antirretrovirais pelo SUS, número 13% maior em relação ao ano anterior.

Mas apesar de ser tão espantosa, pessoas soropositivas podem ter uma vida plena com filhos livres do vírus HIV. Tudo isso graças a técnicas de reprodução humana, que apesar de existirem há mais de 10 anos, poucas pessoas conhecem.

Devido aos avanços na área da reprodução humana que, juntamente aos progressos e conquistas de qualidade de vida para os portadores de HIV, permitiram que técnicas da medicina reprodutiva fossem aplicadas evitando a contaminação do HIV nos filhos.

Mãe ou pai com HIV passa o vírus para o feto?

Foto: depositphotos

Como o homem evita a transmissão do HIV aos descendentes?

Uma forma de evitar que o feto se contamine com o HIV é com a gravidez através da técnica de lavagem de sêmen e posterior introdução de espermatozoide diretamente no óvulo, usando a técnica conhecida por ICSI. O tratamento completo exige a Fertilização in Vitro.

“Os tratamentos antirretrovirais junto com as técnicas de reprodução humana permitem que casais onde o homem é portador do vírus da AIDS, possam realizar o sonho de ter filhos de forma segura. A lavagem de sêmen confirmada mediante técnicas de biologia molecular de alta sensibilidade é um protocolo ótimo para evitar o contágio”, explica a diretora da IVI Salvador, Genevieve Coelho.

Como a mulher evita a transmissão do HIV aos descendentes?

Caso a mulher é que seja soropositiva e o parceiro não, é necessário realizar a Inseminação Artificial. Depois é necessário um pré-natal bem controlado, mas parecido com um pré-natal de qualquer gestante. A diferença é que é preciso ter um controle imunológico detalhado.

“Parecia impossível evitar as doenças transmissíveis aos descendentes, mas hoje podemos fazer isso, e não apenas para casos de HIV, também podemos evitar doenças genéticas hereditárias, por exemplo. As clínicas de reprodução humana são mais que centros médicos para casais com infertilidade, quando bem equipadas e atualizadas, podem cuidar da saúde dos futuros descendentes evitando doenças que uma vez manifestadas não têm cura”, afirma.


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