Causas e consequências da síndrome das pernas inquietas

A angiologista e cirurgiã vascular Aline Lamaita explica as causas, sintomas, consequências e tratamentos da síndrome das pernas inquietas


A síndrome das pernas inquietas caracteriza-se pela vontade incontrolável de mexer os membros inferiores, movendo-os involuntariamente. A condição envolve muitas questões e pode afetar de 5% a 10% da população alguma vez na vida. Os sintomas incluem dificuldade para dormir, péssima qualidade de sono, cansaço, aflição, agonia, dor e formigamento nas pernas e braços.

A angiologista e cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, explica os sintomas, causas e consequências da síndrome das pernas inquietas.

Causas da síndrome das pernas inquietas

De acordo com a médica, nessa condição, o indivíduo apresenta uma vontade incontrolável de mexer as pernas, movimento que ocorre principalmente quando a pessoa está dormindo, atrapalhando a qualidade do sono. Como consequência, o paciente apresenta cansaço durante o dia.

Causas e consequências da síndrome das pernas inquietas

Foto: depositphotos

A especialista afirma que de 5 a 10% da população experimenta esse desconforto, sendo que aproximadamente 30% dos casos têm causa hereditária. “Nos outros 70% dos casos, não existe causa conhecida. Quando a síndrome tem predisposição genética, frequentemente os sintomas são mais severos e mais difíceis de responder ao tratamento”, explica Aline. A condição pode atingir homens e mulheres de todas as idades, mas é mais comum em indivíduos mais velhos.

Ainda segundo a angiologista, existem algumas situações que parecem estar relacionadas aos sintomas da síndrome das pernas inquietas, como deficiência de ferro, problemas vasculares nas pernas, neuropatias, distúrbios musculares, problemas renais, alcoolismo e deficiências de vitaminas e sais minerais. “Outras coisas que podem desencadear a síndrome são o início ou a suspensão de certos medicamentos, consumo de cafeína, fumo, fadiga, temperaturas altas, ou períodos longos de exposição ao frio”, acrescenta.

Como é realizado o diagnóstico?

Na grande maioria dos casos, a história clínica já faz o diagnóstico da síndrome das pernas inquietas. No entanto, muitas vezes a queixa é tida como estresse, condição psicológica, entre outros. “Um primeiro passo no tratamento é determinar se condições relacionadas (como deficiência de ferro, diabetes, artrite, uso de antidepressivos) estão contribuindo para os sintomas e para os movimentos”, explica a médica.

Tratamento

O diagnóstico adequado e o tratamento das condições relacionadas podem aliviar os sintomas da síndrome.

De acordo com a profissional, algumas atitudes como banho quente, massagens nas pernas, aplicação de calor, bolsa de gelo, analgésicos, exercícios físicos regulares e eliminação da cafeína auxiliam no alívio dos sintomas. Lamaita ainda afirma que, quando essas medidas não são suficientes, a síndrome pode ser tratada com medicamentos que aumentam a dopamina no cérebro, drogas que mexem nos canais de cálcio, opioides e benzodiazepinas.


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